Aquecimento global: Uma mentira conveniente

Texto originalmente escrito por Andrew Marshall [*]

Recentemente foi apresentado no Canal 4 do Reino Unido o documentário The Great Global Warming Swindle (A grande farsa do aquecimento global) que afrontou o discurso político oficial de que o “aquecimento global” e as “alterações climáticas” são causados pelas actividades humanas. O documentário, com o testemunho de muitos cientistas e especialistas do clima, que crescem em número avassalador contra aquela teoria oficial, apresenta como causa principal das alterações climáticas as variações da actividade solar. É, apesar de tudo, uma teoria [que se contrapõe a outra, mas que não esgota o assunto]. Assim que se começou a dizer, estranhamente, que o “debate está concluído”, porque em ciência o debate nunca está concluído, começaram a aparecer perguntas, que deviam ser respondidas, e a surgir novos temas que conduzem a avanços da ciência [climática]. Continue…

Quando na verdade, você não tem opinião

As ideias das pessoas são normalmente guiadas por formadores de opinião e/ou manipulação da informação. Algumas pessoas que se acham melhores que outras, encontraram uma forma de “fugir” disso. A técnica é simples: faça o contrário do que a maioria faz. Esse comportamento, na verdade, acaba gerando um problema muito maior.

Outro dia eu estava lendo uma crônica de um jornalista sobre o filme de “Watchmen”, e ele disse o seguinte: “(…) eu queria muito assistir Wacthmen, mas todos estavam falando desse filme, então não queria vê-lo, pois não gosto de assistir a algo que todos estão comentando, costumo esperar até que as pessoas parem de falar para assistir depois, nas últimas sessões, ou em dvd (…).

Vamos analisar isso com cuidado. Ele está deixando de fazer algo que está com muita vontade, porque tem uma certa quantidade de pessoas que estão fazendo o mesmo. Logo, ele julga que será menos inteligente se fizer aquilo naquele momento. Mas o interessante aqui, é que ele não vai deixar de fazê-lo, apenas irá adiar para quando não houver uma certa quantidade de pessoas o fazendo, pois dessa forma, ele será “underground” por não estar fazendo aquilo com outras pessoas. Outro exemplo são as pessoas que automaticamente tomam a opinião contrária a maioria, simplesmente para estar do lado da minoria e não fazer parte da “massa”.

Estes foram apenas dois de vários exemplos que eu poderia citar aqui. Mas vamos nos limitar a estes.

O que estou querendo dizer com tudo isso, é que nenhuma dessas duas atitudes valoriza a opinião de alguém sob nenhum aspecto. As pessoas se tornam contra a massa, por medo de ter sua opinião ameaçada pela maioria, mas o que ela não percebe, é que estando contra ou a favor da massa de forma automática, ela, a massa, será a formadora de sua opinião de uma forma ou de outra, pois se você acompanha a massa simplesmente, então não terá uma opinião pessoal. Também se for automaticamente contra, será a massa causadora e formadora dessa opinião.

O que ocorre é que a ideia da “massa” ofende algumas pessoas, mas isso não impede que ela o manipule. Isso é um reflexo do pedantismo. Tomar uma opinião sem o conhecimento do objeto ou ideia em questão, não agrega valor a ninguém, muito menos lhe dá algum conceito real de algo.

Vou tomar aqui um exemplo que muitos podem achar ridículo, muitos pseudo-intelectuais vão saber responder essa na hora, sem pensar: “Harry Potter é um bom livro?”. Você pode já ter a sua opinião para isso, mas a minha é que: “eu não sei”. Como eu poderia? Nunca lí Harry Potter, não tenho a liberdade intectual para dizer se é bom ou ruim. Pode ser uma bosta, pode ser legal, eu seria incapaz de dizer. Mas aí você diz: “Como você pode duvidar, isso é algo feito pra ganhar dinheiro, um produto comercial!”. Aqui vai uma bela notícia para você, meu amigo: “Tudo é feito para ganhar dinheiro, por melhor que seja.”

Nem por isso, eu vou agora comprar o livro para saber se é algo bom ou ruim. Simplesmente porquê, eu não tenho interesse nele, é algo que não me conquistou como leitor. Mas daí julgar baseado na opinião da “massa” é uma falta de personalidade e opinião própria. Aí sim, você estará ganhando seu atestado de pseudo-intelectual.

Outra questão que acho relevante é: “O que ê bom ou ruim?”. De cara digo que não é aquilo que você gosta. Isso é o que VOCÊ gosta. A resposta real para a pergunta é, na verdade, baseada em fatores muito mais complexos, apesar de eu ter uma ideia simples sobre isto. Em minha opinião, algo é bom quando cumpre o que se propõe a fazer, e no caso da arte, que também tenha relevância artística, independente de eu gostar ou não. Apesar de para muitos a verdade ser baseada puramente no conceito do gosto pessoal, em minha opinião, é algo muito mais complexo, e que talvez nem sequer exista. Creio que esta é a melhor maneira, para mim, de aceitar o bom ou o mal, como parte do mundo humano.

Digerir as informações é, sem dúvida, muito melhor que pré-concebê-las, pois agrega valor ao conhecimento pessoal sobre as coisas, além de exercitar o músculo do cérebro. Basear-se em nada para defender uma ideia que você nem sabe se é real, só faz as pessoas encolherem, de todas as formas. Pensar é sempre bom.

Aqui eu não estou defendendo nada, ninguém, nem muito menos livro algum. Espero que todos entendam que estou apenas fazendo algo que julgo que todos deveriam fazer: Ter uma opinião real sobre as coisas.